No ano passado, mais ou menos por esta altura, escrevi um post sobre os meus favoritos na música em 2009 , ao qual mais tarde o Eduardo respondeu com os seus.
Este ano até podemos fazer o mesmo, mas talvez mais tarde. Para já, acho que podÃamos voltar a atenção para outro tipo de lista de fim de ano, esta um pouco mais ligada ao Design.
Ao passear um pouco pela Internet, é difÃcil não esbarrar em listas sobre tudo e mais alguma coisa, à s vezes de coisas bem ridÃculas. Nesta lista que se segue decidi voltar a atenção para aquilo que de pior se fez em 2010 em termos de capas de álbuns. Deliciem-se (ou protejam os olhos…) com estas imagens que fazem muitas vezes perguntar “Mas quem é que faz uma coisa destas??”.
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Guimarães 2012
Passou quase um mês sobre o lançamento oficial da marca escolhida para Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, mas só recentemente comecei a ver a sua aplicação regular, em anúncios distribuÃdos por algumas publicações ligadas à s artes. Aquando da sua apresentação, a identidade suscitou alguma desconfiança na blogosfera, principalmente o recurso alegadamente despropositado do coração (um sÃmbolo visual evidentemente sobre-usado) e a fraca ligação entre a marca e o espÃrito e cultura vimaranenses. Confesso que, inicialmente, essas crÃticas me pareceram algo exageradas, mas após ler o case study publicado na página Web do designer responsável pela marca , o respeito moderado que tinha pela execução que conhecia (apresentada acima) desapareceu quase por completo.
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Simon de Pury
Só muito recentemente tomei consciência da vaga assombrosa de reality shows (ou reality contests) que tem invadido as televisões norte-americanas nos últimos anos, e cujo tema central revolve em torno do universo do design. Dei-me conta disso mesmo ao cruzar-me, acidentalmente, com um episódio de um desses programas, em que uma dezena de jovens aspirantes a designers de moda competiam entre si, criando peças de vestuário na tentativa de impressionar um painel de júris constituÃdo essencialmente por designers de moda profissionais. Pelo que consegui percebi, cada programa é um exercÃcio novo, semelhante aos que um estudante de Design de Moda poderá encontrar ao longo da sua licenciatura. Após quinze minutos de apresentação do exercÃcio, e outros quinze com um apanhado dos trabalhos, os júris discorrem sobre os vários trabalhos, argumentando os motivos pelos quais determinados trabalhos são claramente superiores, e no final eliminam o incompetente do dia. A premissa é simples, e tem sido repetida até à exaustão, para todas as variantes mais populares do design: de moda (claramente campeão, com uma mão cheia de programas diferentes , vários dos quais emitidos pelo mesmo canal), de equipamento, de produto (um dos quais, produzido e emitido pela BBC , é apresentado pelo desprezÃvel designer francês Philippe Starck), de interiores (em Portugal, uma aproximação ao formato do sobejamente conhecido While You Were Out recebeu o infeliz nome de Querido, Mudei a Casa e está pejado de intervenções de designers de interiores que em nada glorificam a posição global do design em Portugal), e por aà adiante. Tudo quanto era possÃvel transformar num reality show, foi. Excepto o design gráfico. Ou, pelo menos, assim pensava.
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Ontem pelo fim da tarde, o DinÃs, membro da Nefasto, mostra-me uma curta metragem, realizada para a cadeira de Animação, da licenciatura de Com. Design Mult. da ESEC. Devo confessar que levei uma estalada de mão cheia, daquelas que nos deixam uns segundos sem ouvir nada… Mas nunca uma estalada me soube tão bem! Admito que o conformismo e a apatia me levam a partir de um nÃvel mais baixo, mas a curta metragem que vi: Aurum, conseguiu isso, e acredito que conseguirá bem mais!
É com grande felicidade que vejo que da Esec, uma escola tão propicia à infertilidade, nasce um trabalho notoriamente superior. Rúben Amado, Gui Mota e João Fonseca, estão de parabéns, e devem ter consciência do bom trabalho que aqui mostram, afinal o esforço é recompensado! Uma boa premissa, um excelente conceito visual, e (pelo making of) uma dedicada equipa de trabalho! Continuem em frente!
Aqui mostro a curta:
E aqui fica o Making Of:
Curiosamente, nas viagens sem destino que faço frequentemente no browser, esbarrei com uma apresentação que explica, de forma concreta, o que se entende por Brand e o que ela é na verdade.
Devo confessar que eu próprio fiquei muito mais elucidado com o que  li. Se já era um defensor acérrimo da construção e estruturação de uma marca com pés e cabeça, muito mais fascinado fico com a forma multi-disciplinar que leva ao processo de criação de uma Brand. Teria gosto em fazer parte de um projecto de construção de uma, pois apercebo-me que nunca o fiz, e nunca um designer independente, ou mesmo um atelier, o poderá fazer de forma completa. Um dos pontos que me surpreende é o facto de que cabe tão pouco ao designer na criação da Brand. Nem a  Empresa, Negócio ou Instituição são detentoras da sua Brand, esta é um organismo vivo, que respira, cresce, diminui, adoece e pode mesmo morrer, dependendo das inúmeras partes  que a constituem; a sua identidade, a sua imagem, os orgãos que a compõem, o seu público, os seus rivais, etc.
Não me adianto mais, porque por mais que tente explicar, não o farei melhor que esta apresentação:
The Brand Gap
Puzzle Bobble
Ocorreu-me, durante um reencontro com esse clássico de arcada da minha infância, que jogar Puzzle Bobble com regularidade é uma excelente prática para qualquer designer gráfico, por exercitar, ainda que de forma inconsciente, preciosas faculdades visuais ligadas ao alinhamento óptico. É pouco provável que algum dia venha a fazer parte do programa de uma cadeira de design, mas pensar nisso sempre ajuda a aliviar o sentimento de culpa.