A EsecTV fez a gentileza de colocar a peça sobre o nosso último trabalho (O Direito à Infelicidade) on-line. Cá vai:
A EsecTV fez a gentileza de colocar a peça sobre o nosso último trabalho (O Direito à Infelicidade) on-line. Cá vai:
Temos feito algumas experiências com uma galeria de fotos para o nosso humilde sítio. É, por enquanto, uma espécie de versão beta, mas podem dar uma vista de olhos aqui: www.nefasto.eu/fotos. Obrigado.
Não querendo transpor para aqui os conflitos que há alguns anos arrasto com a PT (e que, naturalmente, tenho perdido sucessivamente), não consigo conter o seguinte desabafo:
No mais recente anúncio televisivo da TMN, é apresentado o seu novo serviço para empresas, incluído no plano Office Box, que, alegadamente, facilita a entrada destas no mundo virtual, permitindo que qualquer empresário, independentemente da dimensão e capital da sua empresa, possa finalmente atirar-se de cabeça à criação de uma página web à sua altura.
Essa presença é concebida pelo próprio, ou alguém por ele nomeado, recorrendo unicamente às ferramentas que a TMN gentilmente cede, o que certamente agradará a muito boa gente – ainda que esse serviço apenas seja novidade para os cinco habitantes da África subsariana a quem ainda ninguém tentou vender kits de Internet sem fios com oferta do valor do modem em suaves retornos mensais de 74 cêntimos no saldo do telemóvel. Ora, talvez seja apenas o ódio profundo que nutro por empresas sem coração a falar, mas o facto de a Portugal Telecom expressar a vontade de alargar o seu raio de exploração ainda mais, quando não consegue gerir minimamente os serviços que já oferece (falo com conhecimento de causa), irrita-me de tantas e tão variadas formas, que poderia facilmente perder uma semana de vida a articular-lhes um discurso bem regado de éfes e érres (principalmente éfes!).
Quanto a isso, claro está, nada há a fazer e, havendo, nada seria feito. Mas o anúncio consegue ser mesmo muito insolente, e termina do seguinte modo:
[...] mas, escolha o que escolher, se o seu negócio não estiver na net, é como se não existisse.
Concordo, mas acrescento: se o seu negócio estiver na net, alojado pela TMN, é muito pior do que se não existisse.
Atenção: este artigo aborda um tema de natureza técnica. Procurei mantê-lo acessível a um número considerável de pessoas, mas poderá, ainda assim, aborrecer severamente os visitantes mais desinteressados pelo desenho e programação para a Web.
Para os mais atentos, a proximidade do lançamento da terceira versão do CSS (Cascading Style Sheets) não é novidade alguma. Para os que não fazem ideia o que seja CSS, eis uma breve e algo atabalhoada explicação: aquando das primeiras aproximações ao design para a Web ou, por outras palavras, da ponderação da apresentação gráfica de um determinado sítio, os primeiros webdesigners depararam-se com um sério problema: as opções de formatação eram bastante limitadas, não deixando liberdade de criação alguma, para além das ocasionais combinações entre cores e meia-dúzia de tipos de letra diferentes. Essa situação alterou-se um pouco com o surgimento do CSS, uma linguagem de formatação que permite uma manipulação considerável de elementos gráficos, e que está por trás de 67% da totalidade das páginas na Internet.
Algo esperada há já algum tempo, a terceira versão do CSS foi recentemente anunciada, e o seu desenvolvimento tem sido amplamente acompanhado pela generalidade dos webdesigners e programadores para a web. Há bastantes novidades, algumas das quais poderão representar uma mudança significativa no rumo que o desenho para a web tomará, ainda que essa mudança possa demorar algum tempo. Estas são as que aguardo com maior expectativa…
(mais…)
Lanço aqui à revelia de todos os demais nefastos, um desafio aos mesmos. Vomitem a imagem que este texto vos traz, e façam o upload para este post.
Atravesso um sonho de fadas com um cavalo de cristal a meu lado.
Saltitam pontes de ferro à minha frente e no céu as estradas teimam em poisar.
Um gnomo vestido de transparente, com uma árvore pendurada na orelha, dispara com uma espécie de carroça de bois, um pássaro vermelho contra o meu cavalo.
O Cavalo, antes mesmo de ser tocado, desfaz-se em milhões de pedacinhos de cristal, corta o pássaro vermelho em flores verdes e refaz-se novamente em campo de trigo.
Surpreso, o gnomo foge para a torre do sino e dedica-se à apanha das maçãs.
“nefasto”, do latim nefastu: “o que é contrário à vontade divina, às leis religiosas, às leis da natureza; o que é ímpio, sacrílego, injusto, criminoso; figuradamente, significa monstro de impiedade, de crueldade, etc.”.
Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado (Livros Horizonte, Lisboa)

Fome - Pedro Vaz