
A introdução dos cursos superiores de design do ensino público em Portugal, aconteceu em 1975/76 na então Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (ESBAL). Após cinco anos, foram lançados no mercado de trabalho os primeiros profissionais licenciados em Portugal. Desde então e até à data, os estabelecimentos de ensino superior que facultam formação em design proliferaram, estimando-se que existam cerca de dez mil indivÃduos formados ao longo destes 28 anos.
Pelo atrás descrito, seria lÃcito supor que os designers tivessem reflectido e analisado exaustivamente os condicionalismos próprios da sua actividade. Desse trabalho, aprofundado e discutido, era suposto ter sido encontrado o espÃrito ético e as condutas deontológicas que consolidassem a existência de uma consciência de classe e uma afirmação da relevância do design no contexto polÃtico, social e económico do paÃs. No entanto, o que se constata após cerca de três décadas é que os designers possuem uma mão cheia de nada.