Há já algum tempo atrás falei aqui do fenómeno do trabalho especulativo. Na altura usei como exemplo o crowdSPRING, uma espécie de mercado de marcas, no qual se vendem logótipos anexados a nomes de empresas que não existem, mas que o comprador pode registar após a aquisição do referido logo. Não querendo insistir demasiado nisso, digamos que é um local onde designers gráficos podem libertar toda a sua criatividade e direccionarem o seu espírito inovador para a criação de logótipos para empresas fictícias para as quais inventam um qualquer nome, na esperança de que alguém veja nisso uma excelente oportunidade de começar um negócio. Esse problema, no entanto, está há muito visto e debatido – adiante…

Hoje cruzei-me, numa rotineira passagem por um desses sítios que condensam o melhor do design gráfico actual com o intuito de atrair visitantes e, por consequência, gerar algum lucro, com alguns logótipos desenhados para um site semelhante chamado BrandStack (creio que anteriormente conhecido como IncSpring) e apercebi-me da distorção extrema do conceito de design inteligente que resulta deste tipo de serviços. Alguns dos logótipos desenhados para este e outros sítios semelhantes correram a Internet, sendo indiscriminadamente chapados em blogs e design showcases como exemplos de superioridade criativa na área do desenho de identidade. Confesso que, de início, e acreditando tratarem-se de soluções para problemas reais, reconheci valor em alguns desses logos – o da Piano Forest e o da Horror Films são alguns dos que melhor me recordo.

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