Tal como no artigo que escrevi aqui no blog da Nefasto há uns meses, este artigo que escrevo agora foi motivado por algo que li no suplemento Ãpsilon, do Público.
Basicamente, tudo começou com uma entrevista de António Pedro Vasconcelos acerca do seu mais recente filme “A Bela e o Paparazzo”. Em resposta a esta, na semana seguinte e no mesmo suplemento, o crítico de cinema Vasco Câmara depois de ter visto o filme e de ter lido essa entrevista, decidiu dar a sua opinião não só na forma de estrelas (neste caso mais na forma de bola…), mas também com uma crónica.
Mais uma semana passada e António Pedro Vasconcelos, claramente afectado pela acidez das críticas, decide escrever no mesmo espaço onde Vasco Câmara se expressou uma reacção ao que leu na semana anterior.
A primeira impressão que fica é que isto não passa de uma guerra de palavras mesquinha entre um crítico amargo e um realizador ofendido, mas ao ler com atenção os três artigos transparece algo mais. Por baixo desta camada egoísta e superficial estão questões que ambos tocaram e que, na minha humilde opinião, são relevantes para todos os que se interessam por cinema. Por isso, e mesmo sabendo que a minha visão vale tanto como qualquer outra, decidi também meter a colher nesta sopa de letras que já começa a azedar.

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