A pergunta é: “O que estás a pensar?”
Cada vez que abro o facebook, uma rede social onde ‘existo’, deparo-me com uma lista de eventos, convites, aplicações, notificações, etc. E cansei-me disso!
Por esta altura, faz-se o clique na primeira notificação, e, se para minha solitária felicidade me propusesse a passar duas horas só aqui, era perfeitamente plausível que conseguisse, mas sem me esticar muito (como quem diz, ‘bora despachar isto que tenho de ir ver o twitter ou assim’); Primeiro, aceitar convites de amizade, rejeitar convites de amizade, abrir o perfil da tal de Maria para tentar perceber quem é, sendo que pela lateral do nariz e meio olho direito existentes na foto de perfil, errr, não atinjo – adiante – bloquear pela enésima vez o tal de farmville – meus caros, tenho um terreno na aldeia de onde venho, que gentilmente vos cedo para sujarem as mãos (também há sacholas [desculpem o vocabulário específico]) – todas as outras do tipo café world e afins vou-me abster de comentários sendo o a afirmação de abstenção de comentários a própria excepção à abstenção! (mais…)
Normalmente, quando escrevo alguma coisa, seja aqui seja no meu diário gráfico, há sempre uma de duas motivações que me leva a isso: ou estou indignado com alguma coisa que acho meritória de ser denunciada ou estou satisfeito com um determinado facto ou acontecimento. Desta vez não sei bem. Talvez seja um misto dos dois, como também algumas vezes o é…
Enquanto punha a minha leitura em dia com o suplemento Ípsilon, do Público (o único jornal que compro todas as semanas), correspondente ao dia 20 de Novembro, deparo-me com um artigo sobre um dos mais brilhantes realizadores da história do cinema, Francis Ford Coppola, a propósito do seu mais recente filme “Tetro“.
Depois de uma carreira na qual constam “monstros” como a trilogia “The Godfather“, “Apocalypse Now” ou “Dracula“, este mais que conceituado realizador não teria certamente problema algum em conseguir que qualquer estúdio produzisse um filme seu. Ou assim pensamos nós…
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Como já apontamos anteriormente, no fim de semana passado a Nefasto teve o privilégio de estar presente no festival CINANIMA com um filme a concurso. No entanto, nem só de cinema se fez o CINANIMA, decorrendo paralelamente às secções competitivas exposições, performances e muitas outras actividades, de entre as quais tivemos a oportunidade de assistir a um debate cujo tema era o estado do cinema de animação em Portugal.
Numa sala mais reservada, em jeito de conversa e com um número mais reduzido de interessados, juntaram-se então entendidos da matéria, animadores, jornalistas, professores e simplesmente apreciadores para discutirem este tema.
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Mestre Agostinho da Silva
Embrenhado entre páginas e páginas de conteúdo, fui de encontro mais uma vez ao grandioso Homem, Agostinho da Silva, verdadeiro ser pensante, intemporal nas suas palavras, encontrei nele casa ao raciocínio que tecia no meu relatório de estágio. Sobre algo a que não quero dar peso pela oposição ao meu pensamento, lembrei o caso de alguém que afirmou a morte, ou não existência de originalidade nos tempos actuais. Sendo o tema complexo, a resposta contrária, óbvia, não deixa de necessitar reflexão.
A originalidade, define à partida, algo que necessita de termo de comparação,para se destacar pela diferença, ora a diferença aplica-se a qualquer coisa do universo, inclusive ao Homem. E foi aqui que encontrei a mestria das palavras de Agostinho da Silva, que não resisto a partilhar-vos: “Cada um de nós como homem é inteiramente excepcional, e todas as coisas que existem no mundo deveriam ser excepções aplicadas a estes seres excepcionais. Simplesmente as condições da sociedade em que vivemos, obriga todos nós a lentamente, nos indo parecendo uns com os outros…” afirmando o claro papel toldante do meio e da sociedade sobre a nossa individualidade.
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Depois de estar presente com muita honra nos festivais Caminhos do Cinema Português, Curtas de Vila do Conde e de ter sido premiada no FEST, com o filme O Direito À Infelicidade, a Nefasto continua a sua, tão agradável como improvável e surpreendente, caminhada no circuito dos festivais de cinema portugueses.
A próxima paragem será na cidade do Fundão, no Imago Film Fest, incluídos na categoria “Under 25“, reservada, como o nome indica, a realizadores com menos de 25 anos provenientes de qualquer parte do mundo com filmes realizados com baixos orçamentos. O festival começa dia 26 de Setembro e prolonga-se até dia 6 de Outubro.
Posteriormente, seguiremos rumo para paragens mais a norte, mais propriamente para Espinho, para o conceituadíssimo Cinanima, no qual o nosso filme estará a concurso na categoria “Prémio Jovem Cineasta Português”. Este festival pode ser acompanhado de 9 a 15 de Novembro.
A Nefasto aconselha todos os que possam, a acompanhar ambos os festivais, não só para apoiar o nosso filme, mas principalmente para ver bom cinema, do melhor que se faz no mundo do cinema independente e que certamente não terão oportunidade de ver noutra altura.
Encontrar a definição exacta de design gráfico não é uma tarefa simples. Não por ser uma área particularmente difícil de delimitar, mas porque, durante largos anos, ninguém procurou fazê-lo com exactidão. Por vezes, nem mesmo o designer gráfico sabe ao certo qual a amplitude e a abrangência das suas competências. Barnard (2005, p. 10) confirma-o: «definições satisfatórias do que é o design gráfico são difíceis de encontrar», e reforça dizendo que «alguns dicionários ingleses nem sequer incluem as palavras “graphic design/er” e, quando o fazem, as definições não são, regra geral, de grande utilidade».
Essa ausência de referências acreditadas leva muitas vezes à procura de definições alternativas, e a melhor forma de introduzir qualquer tentativa de explicar o design gráfico talvez continue a ser a enunciação da célebre frase de Aaron Burns: «a comunicação ideal é de pessoa para pessoa. Tu vês-me, ouves-me, cheiras-me e tocas-me. A televisão é a segunda forma de comunicação; tu vês-me e ouves-me. A rádio é a seguinte; tu ouves-me, mas não me vês. E depois vem a comunicação impressa. Tu não me consegues ver nem ouvir e, portanto, deves ser capaz de interpretar o tipo de pessoa que eu sou pelo que está impresso no papel» (White, 2002). Obviamente, o design gráfico não se esgota num só suporte físico, mas, levado às últimas consequências, é disso que se trata – veicular um conceito, ideia ou opinião através do uso e organização de elementos gráficos. Ou, como articulado por Hollis (1994, p. 7), «o design gráfico é o ofício de criar ou escolher marcas e arranjá-las numa superfície para comunicar uma ideia».
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