Ontem pelo fim da tarde, o Dinís, membro da Nefasto, mostra-me uma curta metragem, realizada para a cadeira de Animação, da licenciatura de Com. Design Mult. da ESEC. Devo confessar que levei uma estalada de mão cheia, daquelas que nos deixam uns segundos sem ouvir nada… Mas nunca uma estalada me soube tão bem! Admito que o conformismo e a apatia me levam a partir de um nível mais baixo, mas a curta metragem que vi: Aurum, conseguiu isso, e acredito que conseguirá bem mais!

É com grande felicidade que vejo que da Esec, uma escola tão propicia à infertilidade, nasce um trabalho notoriamente superior. Rúben Amado, Gui Mota e João Fonseca, estão de parabéns, e devem ter consciência do bom trabalho que aqui mostram, afinal o esforço é recompensado! Uma boa premissa, um excelente conceito visual, e (pelo making of) uma dedicada equipa de trabalho! Continuem em frente!

Aqui mostro a curta:

E aqui fica o Making Of:

Tal como no artigo que escrevi aqui no blog da Nefasto há uns meses, este artigo que escrevo agora foi motivado por algo que li no suplemento Ípsilon, do Público.
Basicamente, tudo começou com uma entrevista de António Pedro Vasconcelos acerca do seu mais recente filme “A Bela e o Paparazzo”. Em resposta a esta, na semana seguinte e no mesmo suplemento, o crítico de cinema Vasco Câmara depois de ter visto o filme e de ter lido essa entrevista, decidiu dar a sua opinião não só na forma de estrelas (neste caso mais na forma de bola…), mas também com uma crónica.
Mais uma semana passada e António Pedro Vasconcelos, claramente afectado pela acidez das críticas, decide escrever no mesmo espaço onde Vasco Câmara se expressou uma reacção ao que leu na semana anterior.
A primeira impressão que fica é que isto não passa de uma guerra de palavras mesquinha entre um crítico amargo e um realizador ofendido, mas ao ler com atenção os três artigos transparece algo mais. Por baixo desta camada egoísta e superficial estão questões que ambos tocaram e que, na minha humilde opinião, são relevantes para todos os que se interessam por cinema. Por isso, e mesmo sabendo que a minha visão vale tanto como qualquer outra, decidi também meter a colher nesta sopa de letras que já começa a azedar.

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Normalmente, quando escrevo alguma coisa, seja aqui seja no meu diário gráfico, há sempre uma de duas motivações que me leva a isso: ou estou indignado com alguma coisa que acho meritória de ser denunciada ou estou satisfeito com um determinado facto ou acontecimento. Desta vez não sei bem. Talvez seja um misto dos dois, como também algumas vezes o é…

Enquanto punha a minha leitura em dia com o suplemento Ípsilon, do Público (o único jornal que compro todas as semanas), correspondente ao dia 20 de Novembro, deparo-me com um artigo sobre um dos mais brilhantes realizadores da história do cinema, Francis Ford Coppola, a propósito do seu mais recente filme “Tetro“.
Depois de uma carreira na qual constam “monstros” como a trilogia “The Godfather“, “Apocalypse Now” ou “Dracula“, este mais que conceituado realizador não teria certamente problema algum em conseguir que qualquer estúdio produzisse um filme seu. Ou assim pensamos nós…

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Como já apontamos anteriormente, no fim de semana passado a Nefasto teve o privilégio de estar presente no festival CINANIMA com um filme a concurso. No entanto, nem só de cinema se fez o CINANIMA, decorrendo paralelamente às secções competitivas exposições, performances e muitas outras actividades, de entre as quais tivemos a oportunidade de assistir a um debate cujo tema era o estado do cinema de animação em Portugal.
Numa sala mais reservada, em jeito de conversa e com um número mais reduzido de interessados, juntaram-se então entendidos da matéria, animadores, jornalistas, professores e simplesmente apreciadores para discutirem este tema.

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cinanima

Cinanima

Depois do Grande Prémio FEST09 atribuído no Fest, “O Direito à Infelicidade” presenteou a Nefasto com o ‘Prémio Jovem Cineasta Português’,  no Cinanima. Pela grande surpresa e honra que sentimos por esta atribuição, deixamos um enorme agradecimento ao júri do Cinanima e a todos os que nos têm apoiado.

Depois de estar presente com muita honra nos festivais Caminhos do Cinema PortuguêsCurtas de Vila do Conde e de ter sido premiada no FEST, com o filme O Direito À Infelicidade, a Nefasto continua a sua, tão agradável como improvável e surpreendente, caminhada no circuito dos festivais de cinema portugueses.

A próxima paragem será na cidade do Fundão, no Imago Film Fest, incluídos na categoria “Under 25“, reservada, como o nome indica, a realizadores com menos de 25 anos provenientes de qualquer parte do mundo com filmes realizados com baixos orçamentos. O festival começa dia 26 de Setembro e prolonga-se até dia 6 de Outubro.

Posteriormente, seguiremos rumo para paragens mais a norte, mais propriamente para Espinho, para o conceituadíssimo Cinanima, no qual o nosso filme estará a concurso na categoria “Prémio Jovem Cineasta Português”. Este festival pode ser acompanhado de 9 a 15 de Novembro.

A Nefasto aconselha todos os que possam, a acompanhar ambos os festivais, não só para apoiar o nosso filme, mas principalmente para ver bom cinema, do melhor que se faz no mundo do cinema independente e que certamente não terão oportunidade de ver noutra altura.

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