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	<title>nefasto &#124; contra-corrente &#187; Fitas</title>
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	<description>Site oficial do colectivo Nefasto</description>
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		<title>Aurum</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 10:49:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Vaz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Fitas]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem pelo fim da tarde, o Dinís, membro da Nefasto, mostra-me uma curta metragem, realizada para a cadeira de Animação, da licenciatura de Com. Design Mult. da ESEC. Devo confessar que levei uma estalada de mão cheia, daquelas que nos deixam uns segundos sem ouvir nada&#8230; Mas nunca uma estalada me soube tão bem! Admito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem pelo fim da tarde, o Dinís, membro da Nefasto, mostra-me uma curta metragem, realizada para a cadeira de Animação, da licenciatura de Com. Design Mult. da ESEC. Devo confessar que levei uma estalada de mão cheia, daquelas que nos deixam uns segundos sem ouvir nada&#8230; Mas nunca uma estalada me soube tão bem! Admito que o conformismo e a apatia me levam a partir de um nível mais baixo, mas a curta metragem que vi: Aurum, conseguiu isso, e acredito que conseguirá bem mais!</p>
<p>É com grande felicidade que vejo que da Esec, uma escola tão propicia à infertilidade, nasce um trabalho notoriamente superior. Rúben Amado, Gui Mota e João Fonseca, estão de parabéns, e devem ter consciência do bom trabalho que aqui mostram, afinal o esforço é recompensado! Uma boa premissa, um excelente conceito visual, e (pelo making of) uma dedicada equipa de trabalho! Continuem em frente!</p>
<p>Aqui mostro a curta:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="272" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12947323&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="272" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12947323&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>E aqui fica o Making Of:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="384" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12993515&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="384" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12993515&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Sopa de palavras azedas</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 19:58:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Fitas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Tal como no artigo que escrevi aqui no blog da Nefasto há uns meses, este artigo que escrevo agora foi motivado por algo que li no suplemento Ípsilon, do Público. Basicamente, tudo começou com uma entrevista de António Pedro Vasconcelos acerca do seu mais recente filme &#8220;A Bela e o Paparazzo&#8221;. Em resposta a esta, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tal como no <a href="http://www.nefasto.eu/cultura/nos-por-ca/" target="_blank">artigo que escrevi aqui no blog da Nefasto há uns meses</a>, este artigo que escrevo agora foi motivado por algo que li no suplemento Ípsilon, do Público.<br />
Basicamente, tudo começou com <a title="entrevista de António Pedro Vasconcelos ao Ípsilon" href="http://ipsilon.publico.pt/cinema/entrevista.aspx?id=249643" target="_blank">uma entrevista de António Pedro Vasconcelos</a> acerca do seu mais recente filme &#8220;A Bela e o Paparazzo&#8221;. Em resposta a esta, na semana seguinte e no mesmo suplemento, o crítico de cinema Vasco Câmara depois de ter visto o filme e de ter lido essa entrevista, decidiu dar a sua opinião não só na forma de estrelas (neste caso mais na forma de bola&#8230;), mas também com <a title="crónica de Vasco Câmara" href="http://ipsilon.publico.pt/Cinema/texto.aspx?id=249998" target="_blank">uma crónica</a>.<br />
Mais uma semana passada e António Pedro Vasconcelos, claramente afectado pela acidez das críticas, <a title="resposta de António Pedro Vasconcelos" href="http://ipsilon.publico.pt/cinema/texto.aspx?id=250656" target="_blank">decide escrever no mesmo espaço</a> onde Vasco Câmara se expressou uma reacção ao que leu na semana anterior.<br />
A primeira impressão que fica é que isto não passa de uma guerra de palavras mesquinha entre um crítico amargo e um realizador ofendido, mas ao ler com atenção os três artigos transparece algo mais. Por baixo desta camada egoísta e superficial estão questões que ambos tocaram e que, na minha humilde opinião, são relevantes para todos os que se interessam por cinema. Por isso, e mesmo sabendo que a minha visão vale tanto como qualquer outra, decidi também meter a colher nesta sopa de letras que já começa a azedar.</p>
<p><span id="more-961"></span>A ENTREVISTA</p>
<p>É aqui que a telenovela começa&#8230; No Ípsilon de 29 de Janeiro, António Pedro Vasconcelos é entrevistado a propósito do seu novo filme &#8220;A Bela e o Paparazzo&#8221;.<br />
Ora, sendo eu um fraco conhecedor da obra completa deste realizador, vou parecer muito parcial e a minha opinião muito dúbia, mas falarei apenas do que conheço.<br />
Primeiramente, e até ao fim da entrevista, ele consegue em quase todos os parágrafos introduzir nomes de realizadores ou outros artistas<sup class='footnote'><a href='#fn-961-1' id='fnref-961-1'>1</a></sup>, de filmes<sup class='footnote'><a href='#fn-961-2' id='fnref-961-2'>2</a></sup> ou termos técnicos e estrangeirismos<sup class='footnote'><a href='#fn-961-3' id='fnref-961-3'>3</a></sup>. Percebo que, falando de cinema, seja inevitável falar também dos seus protagonistas ou usar termos específicos desta arte, mas o que não se justifica é quando são utilizados apenas para dar ares de quem é muito viajado ou entendido nas lides do cinema. Também eu podia neste artigo já ter utilizado termos como &#8220;<em>connoisseur</em>&#8220;, &#8220;<em>review</em>&#8221; ou qualquer outro estrangeirismo; não o faço porque tenho a noção que estou a escrever para outras pessoas lerem (por muito poucas que sejam) e não apenas para mim e mais meia dúzia de outros como eu capazes de descodificar a minha mensagem e entenderem estes termos que muitas vezes parecem piadas internas apenas de quem está dentro do assunto.<br />
A entrevista prossegue com António Pedro Vasconcelos a atingir 3 nervos que iriam ser os pilares de toda esta discussão: Jean-Luc Godard, o cinema europeu e o cinema português.</p>
<p>- O primeiro é acusado de ser &#8220;(&#8230;) um dos grandes responsáveis pelo estado em que isto está(&#8230;)&#8221;, ou seja, por o cinema europeu ter perdido terreno em relação ao cinema americano. Godard é ainda sentenciado de culpado por ser &#8220;(&#8230;) uma figura fascinante e brilhante, levou o cinema europeu para um determinado caminho, teve muitos seguidores, mas depois deixo-os na estrada. Porque foi incapaz de tomar o poder. E traiu toda agente. O que é feito hoje dele? Já não representa nada.&#8221;. Apesar de gostar de alguns filmes dele, não sou o fã número um de Godard, mas conheço o suficiente para saber que ele não era nenhum líder político ou religioso, muito menos o cabecilha de algum culto, como pela afirmação anterior se pode entender.<br />
Ainda sobre este realizador, APV é relembrado pelo jornalista que conduz a entrevista de um incidente nos anos 80 em que ele saiu em defesa de Godard e do seu filme &#8220;Je Vous Salue Marie&#8221; devido ao então Presidente da Câmara de Lisboa Nuno Krus Abecassis tentar impedir a sua exibição. Hoje, responde que na altura agiu contra um ataque político patético de extrema-direita a um excelente filme, mas que a defesa e admiração acabam &#8220;A partir do momento em que o Godard entra numa fase de poesia esotérica(&#8230;)&#8221;.</p>
<p>-Em relação ao cinema europeu, APV referencia alguns bons momentos do cinema cómico e procede com a afirmação &#8220;O facto de a Europa ter perdido esse sentido de comédia é responsável pela nossa decadência(&#8230;)&#8221;.<br />
De seguida, e tal com já mencionei no ponto anterior, Godard é usado até certo ponto como porta-estandarte e arauto da desgraça. Noutra resposta auto-proclama-se um dissidente do cinema europeu e afirma ser &#8220;(&#8230;)preciso vir para a rua, fazer a revolução que o neo-realismo fizera em Itália.&#8221;. Ao ter esta afirmação não consegui evitar de pensar que raio de revolução estaria ele a querer fazer ao realizar um filme que usa e abusa dos clichés de um dos géneros mais artificiais, fabricados e menos originais da indústria americana (a comédia romântica). Deve estar a aplicar a velha máxima &#8220;olha para o que digo, não olhes para o que eu faço&#8221;&#8230;<br />
Na resposta seguinte, e para finalizar este ponto, diz outra coisa curiosamente paradoxal; ao afirmar na resposta anterior que &#8220;Avatar é um exercício de pirotecnia.&#8221; mas que &#8220;se se reduzir aquilo à história, é um conto de fadas para crianças.&#8221; (com o qual concordo plenamente), esbarra noutro ponto no qual volto a concordar: &#8220;Isso significa que contar histórias não é suficiente&#8230;&#8221;, remata o entrevistador com muita razão. APV concorda e acrescenta que &#8220;É preciso saber que histórias e como se contam. E é preciso renovar a linguagem constantemente.&#8221;. Mais uma vez não percebo como é que ele fez isso com &#8220;A Bela e o Paparazzo&#8221; (ou se o fez de todo&#8230;).</p>
<p>-Finalmente, sobre o cinema português APV defende a existência de uma indústria em Portugal. Este é outro termo que me faz muita confusão: indústria. Tenho a perfeita noção que, para se fazerem filmes, é preciso dinheiro e que as pessoas que trabalham neles precisam de ser pagas para poderem sobreviver. Mas para mim Cinema e indústria de cinema são dois conceitos muito diferentes: a indústria do cinema faz, tal como qualquer outro tipo de indústria, filmes em massa, para as massas, de conteúdo frágil com um embrulho bonito, com o propósito de vender um produto e obter o máximo de lucro possível (como o próprio Avatar); o Cinema (reparar no uso da letra maiúscula) é uma entidade nobre, respeitável, com valores, uma arte e uma forma de expressão, para muitos A forma de expressão. Tendo em conta estas diferenças, acho que dá para perceber perfeitamente em qual dos dois mundos se encaixa &#8220;A Bela e o Paparazzo&#8221;&#8230;<br />
Seguidamente, APV opõe-se à ideia do cinema português como um cinema de autor, como se isso fosse uma coisa muito má, e que devemos seguir numa direcção oposta a essa. Para isso acha que a solução está no apoio estatal ao cinema. Nisso também concordo em parte. Toda a gente sabe que o estado português ajuda muito miseravelmente o cinema e a cultura em geral no nosso país e toda a gente gostaria que houvessem mais verbas disponíveis para além das que são distribuídas pelo ICAM, que ainda por cima são sujeitas a critérios de atribuição muitas vezes duvidosos. Mas o ridículo surge na seguinte afirmação: &#8220;Há em Portugal uma indústria das pescas, que também não é auto-suficiente, e que tem de ter apoio do estado.&#8221;. Ao ler esta comparação não soube se havia de rir ou chorar ou ambos&#8230; Não me interpretem mal: eu, ao contrário do público em geral, não tenho a opinião de que a cultura é supérflua, não é um bem essencial à sobrevivência e que por isso deveria vir apenas depois da economia estar em alta. Mas comparar o cinema com a indústria das pescas em termos de importância é apenas ridículo. Sugiro ao sr. António Pedro Vasconcelos, da próxima vez que lhe apetecer ir a um restaurante comer um bom marisco ou uma boa posta de salmão, que vá ver o &#8220;<em>Marley and Me</em>&#8221; ou o &#8220;<em>Valentine&#8217;s Day</em>&#8221; ao cinema&#8230;<br />
Ainda sobre as questões de financiamento no cinema português prossegue dizendo &#8220;Há filmes que custam a cada espectador 5 mil euros. É preciso perguntar à sociedade se ela está disposta a pagar isto.&#8221;. Falamos da legalização do aborto cinematográfico, suponho&#8230; Pois bem, eu posso dar-lhe já a minha resposta: eu não dava 1 único cêntimo para financiar o seu filme. Preferia abortar do que ter um nado-morto.<br />
Também é verdade que, se tal fosse possível, praticamente nenhum filme seria aprovado pelo público português, com a excepção de lixo como &#8220;<em>O Crime do Padre Amaro</em>&#8221; ou &#8220;<em>Call Girl</em>&#8220;.<br />
Para rematar esta questão, APV diz ainda que é necessário &#8220;(&#8230;)impor um <em>mainstream</em> do cinema português. E o medo de que isso mate o cinema marginal é absurdo.&#8221;. Talvez seja verdade, mas é preciso ter em mente que aquilo a que chama de &#8220;cinema marginal&#8221; é o cinema de Manoel de Oliveira, o mais velho realizador do mundo em actividade, adorado pelo tal desgraçado cinema europeu; é o cinema de João Salaviza, um simples jovem que ganhou o prémio de melhor curta metragem no festival de Cannes. No fundo, está a falar do verdadeiro cinema português, apenas dá-lhe outro nome&#8230;<br />
Mais à frente afirma ainda que o cinema &#8220;(&#8230;)é uma arte popular, é uma indústria do entertainment, e foi por aí que se fez a sua história.&#8221;. Custa-me sempre ouvir um realizador dizer que o cinema é entertainment, não porque não ache que também o seja, mas porque acho uma visão muito redutora de um mundo tão vasto, por uma pessoa que supostamente vive e trabalha nele. Quando quero também vejo um filme em que o principal propósito é entreter, mas maioritariamente vejo um filme porque quero ouvir uma história que nunca ninguém contou e que eu nunca imaginei, quero ser seduzido por essa história e pelos seus protagonistas, quero ter emoções em relação a ela. E, que eu me lembre, a história do Cinema ficou marcada por filmes como &#8220;<em>O Padrinho</em>&#8220;, &#8220;<em>Taxi Driver</em>&#8221; e &#8220;<em>2001 Odisseia No Espaço</em>&#8220;, não pelos filmes que passam na TVI ao Sábado à tarde. Se estivermos a falar de sucesso de bilheteiras, aí sim, esses filmes, tal como &#8220;<em>Titanic</em>&#8221; e &#8220;<em>Avatar</em>&#8221; são campeões indiscutíveis.</p>
<p>No fim de ler esta entrevista e de ler a crónica de Vasco Câmara em resposta a ela, percebi a necessidade deste último em fazê-lo, necessidade essa que partilho e transpareço escrevendo este artigo.<br />
Não vou comentar a crónica de VC porque acho que já escrevi demais e não me quero alongar mais neste assunto, mas convido os interessados a ler os três artigos na íntegra.<br />
Quanto à resposta final de APV só tenho a dizer que demonstrou ainda mais o seu carácter pretensioso, tratando o crítico (que não fez mais do que o seu trabalho: comentar, criticar, dar a sua opinião) de forma paternalista e arrogante (&#8220;felizmente para mim, infelizmente para ele, os meus filmes têm-se mostrado imunes à sua opinião, o que me desgosta mais por ele do que por mim&#8221;), atirando ao ar teorias freudianas ridículas de patricídio (&#8220;Mesmo que VC declare que não tem uma relação de fidelidade incondicional com o Mestre, há aqui um ressentimento freudiano: ele sente que eu matei o Pai!&#8221;) e acusando-o de ser &#8220;(&#8230;)movido por razões pessoais e por um estranho e doentio espírito de <em>rèvanche</em>.&#8221;. Mascara ainda o seu orgulho ferido com a desculpa esfarrapada de que decidiu escrever esta resposta como defesa das pessoas que trabalham com ele nos seus filmes. Primeiro com Godard à mais de 20 anos atrás, agora com os seus colaboradores, António Pedro Vasconcelos saiu da cadeira de realizador para se tornar num verdadeiro <em>knight in shining armor</em>&#8230; (achei bem terminar à moda de AVP: com um estrangeirismo. Fica sempre bem.).
<div class='footnotes'>
<div class='footnotedivider'></div>
<ol>
<li id='fn-961-1'>Chaplin, Frank Capra, Shakespear, Molière, Howard Hawks, Billy Wilder, De Sicca, Jean Renoir, Arthur Duarte, António Silva, Leo McCarey, Ernst Lubitsch, Peter Sellers, Groucho Marx, Marilyn Monroe, Kim Novak, Alfred Hitchcock, António Ferro, Godard, Chabrol, Truffaut, Stravinsky, Bach, Pergolesi, Clint Eastwood, Artur Serra Araújo, João Canijo, José Fonseca e Costa, Bruno de Almeida, Rosselini, Scorcese, Spielberg, Paul Thomas Anderson, Ford, Haydn, Rohmer <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-961-1'>&#8617;</a></span></li>
<li id='fn-961-2'>A Canção de Lisboa, O Pátio das Cantigas, O Pai Tirano, Camões, Frei Luís de Sousa, Je Vous Salue Marie, Prènom: Carmen, Avatar, Titanic, Suicídio Encomendado, Mal Nascida, Ganahar a Vida, Viúva Rica Solteira Não Fica, The Lovebirds, Hard Eight <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-961-2'>&#8617;</a></span></li>
<li id='fn-961-3'><em>timing</em>, <em>plateau</em>, <em>video system</em>, <em>découpage</em> (esta repetida algumas vezes), <em>mainstream</em>, <em>entertainment</em><br />
Apesar de parecer um pouco mesquinho, com isto apenas quero mostrar a quantidade absurda de nomes e termos que aparecem numa entrevista de 4 páginas com imagens pelo meio. Chega-se ao fim e fica uma sopa de nomes na cabeça de quem leu, de tal maneira que já nem se sabe bem do que se estava a falar&#8230; <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-961-3'>&#8617;</a></span></li>
</ol>
</div>
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		<title>Nós por cá</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 20:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Normalmente, quando escrevo alguma coisa, seja aqui seja no meu diário gráfico, há sempre uma de duas motivações que me leva a isso: ou estou indignado com alguma coisa que acho meritória de ser denunciada ou estou satisfeito com um determinado facto ou acontecimento. Desta vez não sei bem. Talvez seja um misto dos dois, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Normalmente, quando escrevo alguma coisa, seja aqui seja no meu diário gráfico, há sempre uma de duas motivações que me leva a isso: ou estou indignado com alguma coisa que acho meritória de ser denunciada ou estou satisfeito com um determinado facto ou acontecimento. Desta vez não sei bem. Talvez seja um misto dos dois, como também algumas vezes o é&#8230;</p>
<p>Enquanto punha a minha leitura em dia com o suplemento Ípsilon, do Público (o único jornal que compro todas as semanas), correspondente ao dia 20 de Novembro, deparo-me com um artigo sobre um dos mais brilhantes realizadores da história do cinema, <a title="Francis Ford Coppola" href="http://www.imdb.com/name/nm0000338/" target="_blank">Francis Ford Coppola</a>, a propósito do seu mais recente filme &#8220;<a title="Tetro" href="http://www.imdb.com/title/tt0964185/" target="_blank">Tetro</a>&#8220;.<br />
Depois de uma carreira na qual constam &#8220;monstros&#8221; como a trilogia &#8220;<a title="The Godfather" href="http://www.imdb.com/title/tt0068646/" target="_blank">The Godfather</a>&#8220;, &#8220;<a title="Apocalypse Now" href="http://www.imdb.com/title/tt0078788/" target="_blank">Apocalypse Now</a>&#8221; ou &#8220;<a title="Dracula" href="http://www.imdb.com/title/tt0103874/" target="_blank">Dracula</a>&#8220;, este mais que conceituado realizador não teria certamente problema algum em conseguir que qualquer estúdio produzisse um filme seu. Ou assim pensamos nós&#8230;</p>
<p><span id="more-896"></span>A verdade é que, logo a seguir a ter ganho uma mão cheia de Oscars com a segunda parte de &#8220;The Godfather&#8221;, Coppola teve sérias dificuldades em conseguir produzir o seu próximo filme, conseguindo apenas que os estúdios e os produtores se rissem na cara dele acusando-o de ser megalómano e não saber no que se estava a meter. Ainda assim Coppola não desistiu dele, acedeu às suas ditas intenções megalómanas e acabou por pagá-lo quase inteiramente do seu próprio bolso. Este filme era apenas e só &#8220;Apocalypse Now&#8221;&#8230;<br />
Finalmente, vinte anos depois, &#8220;Apocalypse Now&#8221; recebe o respeito que lhe é merecido e, as mesmas pessoas que disseram que fazer este filme seria um acto de loucura, dizem hoje que Coppola já não faz filmes como antigamente. Vá-se lá perceber isto&#8230;<br />
Coppola acrescenta: «Levou vinte anos apara dizerem que &#8220;Apocalypse Now&#8221; tinha valor, e provavelmente vai levar outros vinte para admitirem que &#8220;<a title="Youth Without Youth" href="http://www.imdb.com/title/tt0481797/" target="_blank">Youth Without Youth</a>&#8221; é interessante. Aí vou estar morto (&#8230;). Mas já não me ralo com isso. Não tenho agente, nunca tive, não preciso de dinheiro, não estou a tentar enriquecer, não quero ter uma carreira, ninguém me telefona a perguntar se quero dirigir o &#8220;Spiderman 3&#8243;.»<sup class='footnote'><a href='#fn-896-1' id='fnref-896-1'>1</a></sup></p>
<p>Ora, com toda esta história sobre Francis Ford Coppola onde quero eu então chegar? Apesar de em menor escala e num contexto diferente, estes são exactamente os mesmos problemas que um cineasta tem de enfrentar em Portugal para poder produzir um filme, sejam curtas ou longas metragens: se só ainda realizámos 2 ou 3 filmes dizem-nos que temos pouca experiência, se já temos bastante experiência recusam-nos na mesma deixando-nos sair com uma palmadinha nas costas consolando-nos com algo do género &#8220;Infelizmente nós não temos condições para o produzir, mas tenho a certeza que com o vosso currículo não há de faltar quem queira!&#8221;, já para não falar na suposta falta de dinheiro. Como <a title="Pedro Costa" href="http://www.surrealmoviez.info/forum/viewthread.php?forum_id=25&amp;thread_id=3370" target="_blank">Pedro Costa</a> contou em entrevista  ao &#8220;Actual&#8221;, «(&#8230;)tive a prova de quão absurdos e corruptos são estes tempos quando, logo de início, tentei encontrar mais 5 mil euros em Portugal. Fui pedir a um senhor importante do sector privado: &#8220;O meu amigo deve estar a brincar! Esses números não são interessantes.&#8221;. Que fosse para casa e refizesse o orçamento para 50 mil&#8230;Repeti-lhe que só precisava de 5 mil. Nunca mais tive notícias do sujeito.»<sup class='footnote'><a href='#fn-896-2' id='fnref-896-2'>2</a></sup></p>
<p>Olhando para estas duas situações que acabei de reescrever, e sabendo a vontade e o gosto enormes que nós aqui na Nefasto temos em fazer cinema, não posso deixar de ter um bocado de medo ao que nos espera cada vez que tentamos embarcar na produção e realização de um novo filme. Como já disse, temos a vontade, temos a paixão, mas aparentemente isso não é suficiente. É claro que, à partida, quando nos metemos nesta aventura de fazer cinema, já sabíamos que a maior parte do dinheiro que ia ser preciso gastar com eles teria de sair dos nossos próprios bolsos, a fundo perdido. Mas, caramba, se um &#8220;Second Life&#8221;, &#8220;Arte de Roubar&#8221; ou qualquer outro pedaço de lixo saído da mente brilhante do Nicolau Breyner ou outro afim consegue ter milhares e milhares de euros para no fim acabarem por ser aquilo que são, porque é que nós não podemos ter 500 euros para pagar as despesas essenciais de uma curta metragem que até tem alguma profundidade de história e consegue despertar o interesse do público menos &#8220;telenovelesco&#8221; e dos festivais de cinema? Mais uma vez Pedro Costa continua sobre este assunto: «É isto o cinema português. Caiu nas mãos de incompetentes que inventam fundos manhosos e deitam dinheiro à rua em filmes que não valem nada nem rendem um tostão. Não temos salas, o nosso único laboratório está moribundo, mas ganhamos a Palma de Ouro. Vive-se entre o roubo e a esquizofrenia.». Copola acrescenta: «Uma vez perguntaram-me como era possível ter feito um filme tão aclamado como &#8220;The Godfather&#8221;, e eu respondi: risco. Não existe uma fórmula e é isso que falha em Hollywood. Os estúdios acham que podem inventar uma fórmula que garanta o sucesso comercial e falham completamente, mas não aceitam esse falhanço.».</p>
<p>A nós por cá só nos resta continuar a alimentar a paixão pelo cinema tentando fazer filmes com muita dificuldade mas com a certeza de que, no resultado final, essa vontade e adoração ficarão transparentes para quem os vê.
<div class='footnotes'>
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<li id='fn-896-1'><em>in Ípsilon, de 20 de Novembro de 2009, Público</em> <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-896-1'>&#8617;</a></span></li>
<li id='fn-896-2'><em>in Actual, #1934 de 21 de Novembro de 2009, Expresso</em> <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-896-2'>&#8617;</a></span></li>
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		<title>Vivo e de boa saúde</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 18:03:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Coelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como já apontamos anteriormente, no fim de semana passado a Nefasto teve o privilégio de estar presente no festival CINANIMA com um filme a concurso. No entanto, nem só de cinema se fez o CINANIMA, decorrendo paralelamente às secções competitivas exposições, performances e muitas outras actividades, de entre as quais tivemos a oportunidade de assistir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como já apontamos anteriormente, no fim de semana passado a Nefasto teve o privilégio de estar presente no festival CINANIMA com um filme a concurso. No entanto, nem só de cinema se fez o CINANIMA, decorrendo paralelamente às secções competitivas exposições, performances e muitas outras actividades, de entre as quais tivemos a oportunidade de assistir a um debate cujo tema era o estado do cinema de animação em Portugal.<br />
Numa sala mais reservada, em jeito de conversa e com um número mais reduzido de interessados, juntaram-se então entendidos da matéria, animadores, jornalistas, professores e simplesmente apreciadores para discutirem este tema.</p>
<p><span id="more-877"></span></p>
<p>Agora que olho para este debate já da parte de fora, consigo reparar que teve duas partes principais e bem distintas. Na primeira foi introduzida a ideia de que ali não seria feito um muro das lamentações e continuar a tendência que se verifica em eventos deste género; este seria um espaço para conversar sobre o que está mal mas, principalmente, o que de melhor temos no país nesta área. Devo confessar que o discurso do interveniente nesta parte do debate foi o que mais me cativou, principalmente porque já estou um pouco farto de ouvir as pessoas lamentarem-se que &#8220;não há apoios&#8221;, &#8220;não há dinheiro&#8221;, &#8220;não há condições&#8221; ou que &#8220;no estrangeiro é que é bom&#8221;. A verdade é que as pessoas que dizem estas coisas falam sem conhecimento de causa, pois é bastante mais fácil falar sem saber e rezar para que se acerte em uma ou duas coisas do que realmente ir procurar e falar com quem sabe. Para corroborar esta noção, uma das participantes deste painel que fazia parte também do júri de um dos prémios do CINANIMA e que veio de Inglaterra, fez reparar que a nossa situação não é tão negra quanto a pintam. Se reparamos bem podemos constatar que Portugal tem instituições pertencentes ao estado que apoiam a produção e subsidiam o cinema de animação, como o ICA, o Ministério da Cultura e a RTP, algumas produtoras como a Animanostra também o fazem, tem um programa de transmissão regular na RTP2 (Onda Curta) que difunde curtas metragens, muitas delas de animação, e ainda conta com a presença de vários festivais de cinema com renome internacional, como é o caso do CINANIMA, que é um dos melhores do mundo. Por outro lado, em Inglaterra o estado não dá qualquer apoio ou financiamento aos animadores e realizadores nem existe um único programa dedicado ao cinema de animação ou às curtas metragens, ficando tudo nas mãos dos realizadores e produtoras independentes. É certo que, mesmo tendo alguns apoios e condições por parte do estado para a realização de cinema de animação, nunca é suficiente para o fazer livremente, sem mais preocupações finianceiras, mas isso suspeito que nunca será.</p>
<p>Na segunda parte deste debate surgiram então as perspectivas menos coloridas. Tal como o interveniente desta parte referiu, e bem, apesar de termos uma boa perspectiva do presente, passado e futuro, com tendência para melhorar, o cinema de animação, pelo menos em Portugal, sempre foi visto pela maioria do público como o irmãozinho mais novo do Cinema, aquele que é muito engraçado e faz umas coisas com piada, mas nunca chega a ser adulto e sério. Ora, isto só leva a que duas coisas aconteçam: o descrédito deste tipo aumenta e, consequentemente, a vontade de financiá-lo, por parte do estado e das produtoras, diminui.<br />
Outro dos grandes problemas que só contribuem para retardar o crescimento do cinema em Portugal é um facto que ultimamente tenho reparado ao ir aos festivais e ao ver o programa Onda Curta na RTP2; festivais como o CINANIMA, o Imago e o Curtas de Vila do Conde fizeram uma parceria com este programa que consiste na aquisição dos direitos de transmissão televisiva dos filmes seleccionados pelo júri deste prémio. O problema não é ser gasto dinheiro para este efeito, em vez de ele ser usado para ajudar na produção de novos filmes, porque um filme depois de produzido se não for promovido e divulgado acaba por morrer na escuridão de uma gaveta. O problema é o seguinte: juntando os vencedores do prémio Onda Curta nos festivais Curtas de Vila do Conde, Imago e CINANIMA deste ano, fazendo um total de 16 filmes comprados, encontramos 8 franceses, 2 polacos, 2 alemães, 1 holandês, 1 peruano, 1 canadiano e 1 húngaro. Assim, se é verdade que aplaudo o facto de, num país tão pequeno como o nosso, existir um programa que se dedica e investe em cinema de animação e curtas metragens, e que sobreviveu tantos anos e continua a sobreviver, as palmas desaparecem prontamente ao reparar que nem um único filme português foi escolhido para ser adquirido e exibido na televisão nacional&#8230;</p>
<p>Ao chegar ao fim deste debate, não pude de deixar de sentir que neste tipo de conversas e exposição de ideias nunca se chega realmente a conseguir encontrar soluções para os problemas que existem. No entanto, como se costuma dizer, o primeiro passo para resolver um problema é reconhecer que se tem um e conseguir falar dele abertamente de maneira a se identificar aquilo que está bem ou mal, o que se pode ou não corrigir e quais os caminhos a seguir a partir daí.</p>
<p>Finalmente, e o que me parece uma conclusão muito acertada, é que o cinema de animação em Portugal nunca esteve melhor. Há cada vez mais pessoas a fazer animação, cada vez mais filmes e cada vez mais qualidade (só para o CINANIMA concorreram cerca de 700 filmes!). Apenas duas coisas nunca mudaram, nem me parece que vão mudar: continuam a haver pessoas que se lamentam por não terem condições ou dinheiro para fazerem cinema de animação e divertem-se a descarregar as frustrações pessoais dizendo que a animação em Portugal está muito mal, e continuam a haver pessoas que não deixam que nada interfira com a vontade de fazer animação, agarram naquilo que têm e fazem aquilo que gostam.</p>
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		<title>Nefasto premiada no Cinanima</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 13:48:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dinis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nefasto premiada com o prémo "Jovem Cineasta Português" no Cinanima]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_872" class="wp-caption alignright" style="width: 275px"><a href="http://www.cinanima.pt/"><img class="size-full wp-image-872 " title="Cinanima" src="http://www.nefasto.eu/wp-content/uploads/2009/11/cinanima.PNG" alt="cinanima" width="265" height="178" /></a><p class="wp-caption-text">Cinanima</p></div>
<p>Depois do <a href="http://www.nefasto.eu/geral/nefasto-premiada-em-espinho/">Grande Prémio FEST09</a> atribuído no <a href="http://www.fest.pt">Fest</a>,  &#8220;<a href="http://www.nefasto.eu/portefolio/direito-a-infelicidade/">O Direito à Infelicidade</a>&#8221; presenteou a Nefasto com o &#8216;Prémio Jovem Cineasta Português&#8217;,  no <a href="http://www.cinanima.pt/">Cinanima</a>. Pela grande surpresa e honra que sentimos por esta atribuição, deixamos um enorme agradecimento ao júri do Cinanima e a todos os que nos têm apoiado.</p>
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		<title>Nefasto no Imago e Cinanima</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 16:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Coelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de estar presente com muita honra nos festivais Caminhos do Cinema Português,  Curtas de Vila do Conde e de ter sido premiada no FEST, com o filme O Direito À Infelicidade, a Nefasto continua a sua, tão agradável como improvável e surpreendente, caminhada no circuito dos festivais de cinema portugueses. A próxima paragem será [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de estar presente com muita honra nos festivais <a title="Caminhos do Cinema Português" href="http://caminhos.info/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=19&amp;Itemid=36" target="_blank">Caminhos do Cinema Português</a>,  <a title="Curtas de Vila do Conde" href="http://www.curtasmetragens.pt/festival/index.php?menu=274&amp;submenu=454" target="_blank">Curtas de Vila do Conde</a> e de ter sido premiada no <a title="FEST" href="http://www.fest.pt/online/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=63&amp;Itemid=80" target="_blank">FEST</a>, com o filme <a title="O Direito À Infelicidade" href="http://www.nefasto.eu/portefolio/direito-a-infelicidade/" target="_blank">O Direito À Infelicidade</a>, a Nefasto continua a sua, tão agradável como improvável e surpreendente, caminhada no circuito dos festivais de cinema portugueses.</p>
<p>A próxima paragem será na cidade do Fundão, no <a title="Imago" href="http://www.imagofilmfest.com/" target="_blank">Imago Film Fest</a>, incluídos na categoria &#8220;<a title="Imago" href="http://www.imagofilmfest.com/submodulos.php?modulo_id=13&amp;submodulo_id=11" target="_blank">Under 25</a>&#8220;, reservada, como o nome indica, a realizadores com menos de 25 anos provenientes de qualquer parte do mundo com filmes realizados com baixos orçamentos. O festival começa dia 26 de Setembro e prolonga-se até dia 6 de Outubro.</p>
<p>Posteriormente, seguiremos rumo para paragens mais a norte, mais propriamente para Espinho, para o conceituadíssimo <a title="Cinanima" href="http://www.cinanima.pt/pt.html" target="_blank">Cinanima</a>, no qual o nosso filme estará a concurso na categoria &#8220;Prémio Jovem Cineasta Português&#8221;. Este festival pode ser acompanhado de 9 a 15 de Novembro.</p>
<p>A Nefasto aconselha todos os que possam, a acompanhar ambos os festivais, não só para apoiar o nosso filme, mas principalmente para ver bom cinema, do melhor que se faz no mundo do cinema independente e que certamente não terão oportunidade de ver noutra altura.</p>
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		<title>Nefasto no Curtas de Vila do Conde</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 14:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Coelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De 4 a 12 de Julho, a Nefasto esteve presente no 17º Festival de Curtas de Vila do Conde, no lindíssimo e recentemente restaurado Teatro Municipal de Vila do Conde, que mais uma vez deu a conhecer ao público o que se faz de melhor no panorama do cinema de curtas metragens, tanto nacional como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_746" class="wp-caption alignright" style="width: 215px"><img class="size-medium wp-image-746" title="cartaz_Curtas_09" src="http://www.nefasto.eu/wp-content/uploads/2009/07/cartaz_Curtas_09-205x300.jpg" alt="17º Curtas de Vila do Conde" width="205" height="300" /><p class="wp-caption-text">17º Curtas de Vila do Conde</p></div>
<p>De 4 a 12 de Julho, a Nefasto esteve presente no <a title="Curtas de Vila do Conde" href="http://www.curtasmetragens.pt/festival/" target="_blank">17º Festival de Curtas de Vila do Conde</a>, no lindíssimo e recentemente restaurado <a href="http://www.curtasmetragens.pt/festival/index.php?menu=18" target="_blank">Teatro Municipal de Vila do Conde</a>, que mais uma vez deu a conhecer ao público o que se faz de melhor no panorama do cinema de curtas metragens, tanto nacional como internacionalmente.</p>
<p>Para além de fazer parte dos seleccionados para este festival na categoria <a href="http://www.curtasmetragens.pt/festival/index.php?menu=272&amp;submenu=374" target="_blank">TakeOne!</a> com o filme &#8220;<a href="http://www.nefasto.eu/portefolio/direito-a-infelicidade/" target="_blank">O Direito À Infelicidade</a>&#8220;, os membros da Nefasto marcaram presença como espectadores e apaixonados do cinema à espera de ver bons filmes e encontrar mais obras dignas de admiração e culto. De facto, o festival esteve à altura dessas expectativas e presenteou-nos com uma boa selecção de filmes, (fossem eles de ficção, documentário, animação&#8230;) filmes/concertos e uma organização digna da reputação do festival.<br />
De entre tudo o que vimos, destacamos a nova produção da <a href="http://www.zedfilmes.com/" target="_blank">Zed Filmes</a>, nossa conhecida das paragens de Coimbra, com o excelente &#8220;<strong><a title="El Justiciero" href="http://vimeo.com/2226475" target="_blank">El Justiciero</a></strong>&#8220;, o vencedor da Competição Nacional &#8220;<strong>Canção de Amor e Saúde</strong>&#8221; com o músico Norberto Lobo a sair do seu habitat natural e a revelar-se como protagonista, e ainda o muito subvalorizado (na nossa opinião, claro) &#8220;<strong>The Ground Beneath</strong>&#8220;, que se contentou com o modesto Prémio Curtinhas, mas que na opinião de alguns foi sem dúvida o melhor filme em competição.</p>
<p>Só nos resta agradecer a cordialidade da organização do festival, pela maneira como fomos tratados e dizer que foi uma honra enorme estarmos presentes como seleccionados entre tantas e tão boas obras e outros cinéfilos e cineastas de qualidade. Esperemos que para o ano se possa repetir&#8230;</p>
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		<title>Nefasto premiada em Espinho</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 01:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Nunes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O primeiro trabalho de animação do Colectivo Nefasto, O Direito à Infelicidade, foi este fim-de-semana galardoado com o Grande Prémio Nacional do FEST, Festival Internacional de Cinema Jovem de Espinho. É ao mesmo tempo uma surpresa e uma honra, e queremos agradecer ao júri do festival pela distinção. Aproveitando a deixa, fica a informação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_726" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://www.fest.pt/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-726" src="http://www.nefasto.eu/wp-content/uploads/2009/06/fest.jpg" alt="FEST, Festival Internacional de Cinema Jovem de Espinho" width="200" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">FEST</p></div>
<p>O primeiro trabalho de animação do Colectivo Nefasto, <a title="Portefólio &gt; O Direito à Infelicidade" href="http://www.nefasto.eu/portefolio/direito-a-infelicidade/" target="_self">O Direito à Infelicidade</a>, foi este fim-de-semana galardoado com o Grande Prémio Nacional do <a title="Página do FEST" href="http://www.fest.pt/" target="_blank">FEST, Festival Internacional de Cinema Jovem de Espinho</a>. É ao mesmo tempo uma surpresa e uma honra, e queremos agradecer ao júri do festival pela distinção.</p>
<p>Aproveitando a deixa, fica a informação de que a próxima exibição do filme será no <a title="Página Oficial do Festival Internacional de Cinema de Vila do Conde" href="http://www.curtasmetragens.pt/" target="_blank">Festival Internacional de Cinema de Vila do Conde</a>, onde integra a lista de filmes da secção competitiva <a title="Página Oficial da Secção Competitiva Take One!" href="http://www.curtasmetragens.pt/festival/index.php?menu=272&amp;submenu=374" target="_blank">Take One!</a>, destinada a <em>&#8220;premiar novos realizadores ligados aos estudos cinematográficos e à área do audiovisual nas escolas superiores de cinema do país&#8221;</em>. O colectivo Nefasto estará presente na sessão em que é exibido o filme, quarta-feira, dia 8 de Julho, às 18h00.</p>
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		<title>Beleza Simples</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 15:29:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Coelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como já devem saber, cá na Nefasto somos grandes fãs de cinema e, por isso, este tema tem naturalmente presença assídua nas nossas conversas. No entanto, nutrimos um fascínio especial por curtas metragens, sejam elas de imagem real ou animação. É então nesta última categoria que esta pequena pérola se insere. Vi-a pela primeira vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como já devem saber, cá na Nefasto somos grandes fãs de cinema e, por isso, este tema tem naturalmente presença assídua nas nossas conversas. No entanto, nutrimos um fascínio especial por curtas metragens, sejam elas de imagem real ou animação.</p>
<p>É então nesta última categoria que esta pequena pérola se insere. Vi-a pela primeira vez numa mostra dos vencedores do <a title="Cinanima 2008" href="http://www.cinanima.pt/" target="_blank">festival Cinanima 2008</a> e a partir daí incluí-a imediatamente no lote das minhas preferidas. Procurei-a incessantemente, sem sucesso, até mais recentemente conseguir vê-la a confirmar a sua qualidade ao vencer o <a title="Oscar Melhor Curta Metragem de Animação" href="http://oscar.com/oscarnight/winners/?pn=detail&amp;nominee=La%20Maison%20en%20Petits%20Cubes%20-%20Short%20Film%20(Animated)%20Nominee" target="_blank">Oscar para Melhor Curta Metragem de Animação</a>.</p>
<p>É uma história de uma beleza e simplicidade impressionantes. Um verdadeiro poema sobre o acto solitário de envelhecer e da necessidade do Homem de ter a certeza que viveu antes de morrer. Agora disponível para toda a gente testemunhar a sua beleza:</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="333" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3352352&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=9cb147&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="333" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3352352&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=9cb147&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Abre a Porta, Zé Luís</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Feb 2009 02:35:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colectivo Nefasto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma pequena grande pérola da autoria dos nossos não menos grandes camaradas do Lote 26 (Andreia Pais, António Rodrigues, José Praça, José Santana e Tiago Veríssimo), a partir de uma crónica do também grandioso José Luís Peixoto. Uma enorme ovação para todos, em nome da Nefasto&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pequena grande pérola da autoria dos nossos não menos grandes camaradas do Lote 26 (Andreia Pais, António Rodrigues, José Praça, José Santana e Tiago Veríssimo), a partir de uma crónica do também grandioso José Luís Peixoto. Uma enorme ovação para todos, em nome da Nefasto&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="377" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3079969&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=9cb147&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="377" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3079969&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=9cb147&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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