Guimarães 2012

Guimarães 2012

Passou quase um mês sobre o lançamento oficial da marca escolhida para Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, mas só recentemente comecei a ver a sua aplicação regular, em anúncios distribuídos por algumas publicações ligadas às artes. Aquando da sua apresentação, a identidade suscitou alguma desconfiança na blogosfera, principalmente o recurso alegadamente despropositado do coração (um símbolo visual evidentemente sobre-usado) e a fraca ligação entre a marca e o espírito e cultura vimaranenses. Confesso que, inicialmente, essas críticas me pareceram algo exageradas, mas após ler o case study publicado na página Web do designer responsável pela marca, o respeito moderado que tinha pela execução que conhecia (apresentada acima) desapareceu quase por completo.

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Ontem pelo fim da tarde, o Dinís, membro da Nefasto, mostra-me uma curta metragem, realizada para a cadeira de Animação, da licenciatura de Com. Design Mult. da ESEC. Devo confessar que levei uma estalada de mão cheia, daquelas que nos deixam uns segundos sem ouvir nada… Mas nunca uma estalada me soube tão bem! Admito que o conformismo e a apatia me levam a partir de um nível mais baixo, mas a curta metragem que vi: Aurum, conseguiu isso, e acredito que conseguirá bem mais!

É com grande felicidade que vejo que da Esec, uma escola tão propicia à infertilidade, nasce um trabalho notoriamente superior. Rúben Amado, Gui Mota e João Fonseca, estão de parabéns, e devem ter consciência do bom trabalho que aqui mostram, afinal o esforço é recompensado! Uma boa premissa, um excelente conceito visual, e (pelo making of) uma dedicada equipa de trabalho! Continuem em frente!

Aqui mostro a curta:

E aqui fica o Making Of:

Curiosamente, nas viagens sem destino que faço frequentemente no browser, esbarrei com uma apresentação que explica, de forma concreta, o que se entende por Brand e o que ela é na verdade.

Devo confessar que eu próprio fiquei muito mais elucidado com o que  li. Se já era um defensor acérrimo da construção e estruturação de uma marca com pés e cabeça, muito mais fascinado fico com a forma multi-disciplinar que leva ao processo de criação de uma Brand. Teria gosto em fazer parte de um projecto de construção de uma, pois apercebo-me que nunca o fiz, e nunca um designer independente, ou mesmo um atelier, o poderá fazer de forma completa. Um dos pontos que me surpreende é o facto de que cabe tão pouco ao designer na criação da Brand. Nem a  Empresa, Negócio ou Instituição são detentoras da sua Brand, esta é um organismo vivo, que respira, cresce, diminui, adoece e pode mesmo morrer, dependendo das inúmeras partes  que a constituem; a sua identidade, a sua imagem, os orgãos que a compõem, o seu público, os seus rivais, etc.

Não me adianto mais, porque por mais que tente explicar, não o farei melhor que esta apresentação:

The Brand Gap

cinanima

Cinanima

Depois do Grande Prémio FEST09 atribuído no Fest, “O Direito à Infelicidade” presenteou a Nefasto com o ‘Prémio Jovem Cineasta Português’,  no Cinanima. Pela grande surpresa e honra que sentimos por esta atribuição, deixamos um enorme agradecimento ao júri do Cinanima e a todos os que nos têm apoiado.

Mestre Agostinho da Silva

Mestre Agostinho da Silva

Embrenhado entre páginas e páginas de conteúdo, fui de encontro mais uma vez ao grandioso Homem, Agostinho da Silva, verdadeiro ser pensante, intemporal nas suas palavras, encontrei nele casa ao raciocínio que tecia no meu relatório de estágio. Sobre algo a que não quero dar peso pela oposição ao meu pensamento, lembrei o caso de alguém que afirmou a morte, ou não existência de originalidade nos tempos actuais. Sendo o tema complexo, a resposta contrária, óbvia, não deixa de necessitar reflexão.

A originalidade, define à partida, algo que necessita de termo de comparação,para se destacar pela diferença, ora a diferença aplica-se a qualquer coisa do universo, inclusive ao Homem. E foi aqui que encontrei a mestria das palavras de Agostinho da Silva, que não resisto a partilhar-vos: “Cada um de nós como homem é inteiramente excepcional, e todas as coisas que existem no mundo deveriam ser excepções aplicadas a estes seres excepcionais. Simplesmente as condições da sociedade em que vivemos, obriga todos nós a lentamente, nos indo parecendo uns com os outros…” afirmando o claro papel toldante do meio e da sociedade sobre a nossa individualidade.

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FEST, Festival Internacional de Cinema Jovem de Espinho

FEST

O primeiro trabalho de animação do Colectivo Nefasto, O Direito à Infelicidade, foi este fim-de-semana galardoado com o Grande Prémio Nacional do FEST, Festival Internacional de Cinema Jovem de Espinho. É ao mesmo tempo uma surpresa e uma honra, e queremos agradecer ao júri do festival pela distinção.

Aproveitando a deixa, fica a informação de que a próxima exibição do filme será no Festival Internacional de Cinema de Vila do Conde, onde integra a lista de filmes da secção competitiva Take One!, destinada a “premiar novos realizadores ligados aos estudos cinematográficos e à área do audiovisual nas escolas superiores de cinema do país”. O colectivo Nefasto estará presente na sessão em que é exibido o filme, quarta-feira, dia 8 de Julho, às 18h00.

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