Não querendo transpor para aqui os conflitos que há alguns anos arrasto com a PT (e que, naturalmente, tenho perdido sucessivamente), não consigo conter o seguinte desabafo:
No mais recente anúncio televisivo da TMN, é apresentado o seu novo serviço para empresas, incluído no plano Office Box, que, alegadamente, facilita a entrada destas no mundo virtual, permitindo que qualquer empresário, independentemente da dimensão e capital da sua empresa, possa finalmente atirar-se de cabeça à criação de uma página web à sua altura.
Essa presença é concebida pelo próprio, ou alguém por ele nomeado, recorrendo unicamente às ferramentas que a TMN gentilmente cede, o que certamente agradará a muito boa gente – ainda que esse serviço apenas seja novidade para os cinco habitantes da África subsariana a quem ainda ninguém tentou vender kits de Internet sem fios com oferta do valor do modem em suaves retornos mensais de 74 cêntimos no saldo do telemóvel. Ora, talvez seja apenas o ódio profundo que nutro por empresas sem coração a falar, mas o facto de a Portugal Telecom expressar a vontade de alargar o seu raio de exploração ainda mais, quando não consegue gerir minimamente os serviços que já oferece (falo com conhecimento de causa), irrita-me de tantas e tão variadas formas, que poderia facilmente perder uma semana de vida a articular-lhes um discurso bem regado de éfes e érres (principalmente éfes!).
Quanto a isso, claro está, nada há a fazer e, havendo, nada seria feito. Mas o anúncio consegue ser mesmo muito insolente, e termina do seguinte modo:
[...] mas, escolha o que escolher, se o seu negócio não estiver na net, é como se não existisse.
Concordo, mas acrescento: se o seu negócio estiver na net, alojado pela TMN, é muito pior do que se não existisse.