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	<title>Comentários em: O Facebook e o Farmville</title>
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	<description>Site oficial do colectivo Nefasto</description>
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		<title>Por: Inês Dias</title>
		<link>http://www.nefasto.eu/cultura/o-facebook-e-o-farmville/comment-page-1/#comment-1385</link>
		<dc:creator>Inês Dias</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 13:54:29 +0000</pubDate>
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		<description>Nem 8 nem 80.
 
Uma das mil situações que pode dar jeito: existe gente que tem um trabalho chato, ou porque quis, ou porque calhou ou porque não tem outra hipótese. Nesses casos, melhor que estar entediado a pensar na morte da bezerra, pensa-se nas vacas que se consegue criar e na apanha do tomate, mesmo sentados numa secretária. Se isso faz as pessoas felizes, não me parece mal. Mesmo que não participe nessa festividade de agricultura virtual.
De facto, o facebook se usado em conta e medida poderá nos ser útil, que vão para além das questões básicas de encontrar aquele amigo &quot;que-não-vemos-há-não-sei-quanto-tempo&quot; e que fazemos uma festa (através do uso de vários pontos de interrogação porque afinal não somos assim tão amigos e faltam-nos palavras com piada), de facto mudou a forma de comunicarmos uns com os outros. Faço parte de uma comunidade dançante, ainda que pequena, ela vai crescendo consoante as nossas iniciativas mais ou menos individuais e dessa forma vamos criando e divulgando. Acho muito mais simpático que sermos entupidos de e-mail com anexos em .pdf, sermos notificados de um novo evento através desta aplicação. Se o tema interessar, vamos saber mais, se não descartamos. Simples. 
Outro exemplo útil, faço parte de uma família numerosa, estamos mais ou menos espalhados esse mundo fora, e desta forma vamos trocando fotos e comentários mimosos. Acho que nos faz sentirmos mais próximos, tendo em conta que há uns 10 anos o contacto era por carta, escrito à mão e selo colado com cuspo, estando dependentes (por vezes) da boa vontade dos correios e do carteiro.
Ainda outro exemplo, numa cidade fria e impessoal, como o é a cidade de Lisboa, onde não encontramos amigos pelo café ou pela rua, onde não há a espontaneidade de marcamos um encontro que não seja (pelo menos) com uma semana de antecedência, visto que há uma data de variáveis inúteis que estão fora do nosso controlo, o facebook serve o seu propósito na medida em que nos facilita a vida quando queremos combinar uma qualquer festa - convidamos toda a gente e quem aparece é bem-vindo.
Assim, as novidades (sejam elas tecnológicas ou não) só têm de ser utilizadas em conta e medida, e mesmo que haja muita possibilidade inúteis, cabe-nos a nós decidirmos se as queremos utilizar ou não e de que maneira, fazendo valer o nosso pensamento crítico associada à sua utilidade prática.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nem 8 nem 80.</p>
<p>Uma das mil situações que pode dar jeito: existe gente que tem um trabalho chato, ou porque quis, ou porque calhou ou porque não tem outra hipótese. Nesses casos, melhor que estar entediado a pensar na morte da bezerra, pensa-se nas vacas que se consegue criar e na apanha do tomate, mesmo sentados numa secretária. Se isso faz as pessoas felizes, não me parece mal. Mesmo que não participe nessa festividade de agricultura virtual.<br />
De facto, o facebook se usado em conta e medida poderá nos ser útil, que vão para além das questões básicas de encontrar aquele amigo &#8220;que-não-vemos-há-não-sei-quanto-tempo&#8221; e que fazemos uma festa (através do uso de vários pontos de interrogação porque afinal não somos assim tão amigos e faltam-nos palavras com piada), de facto mudou a forma de comunicarmos uns com os outros. Faço parte de uma comunidade dançante, ainda que pequena, ela vai crescendo consoante as nossas iniciativas mais ou menos individuais e dessa forma vamos criando e divulgando. Acho muito mais simpático que sermos entupidos de e-mail com anexos em .pdf, sermos notificados de um novo evento através desta aplicação. Se o tema interessar, vamos saber mais, se não descartamos. Simples.<br />
Outro exemplo útil, faço parte de uma família numerosa, estamos mais ou menos espalhados esse mundo fora, e desta forma vamos trocando fotos e comentários mimosos. Acho que nos faz sentirmos mais próximos, tendo em conta que há uns 10 anos o contacto era por carta, escrito à mão e selo colado com cuspo, estando dependentes (por vezes) da boa vontade dos correios e do carteiro.<br />
Ainda outro exemplo, numa cidade fria e impessoal, como o é a cidade de Lisboa, onde não encontramos amigos pelo café ou pela rua, onde não há a espontaneidade de marcamos um encontro que não seja (pelo menos) com uma semana de antecedência, visto que há uma data de variáveis inúteis que estão fora do nosso controlo, o facebook serve o seu propósito na medida em que nos facilita a vida quando queremos combinar uma qualquer festa &#8211; convidamos toda a gente e quem aparece é bem-vindo.<br />
Assim, as novidades (sejam elas tecnológicas ou não) só têm de ser utilizadas em conta e medida, e mesmo que haja muita possibilidade inúteis, cabe-nos a nós decidirmos se as queremos utilizar ou não e de que maneira, fazendo valer o nosso pensamento crítico associada à sua utilidade prática.</p>
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