No passado recente, e durante um considerável período de tempo, assistimos a uma evolução significativa ao nível da identidade visual das empresas, principalmente na área da prestação de serviços. Levou algum tempo até que a representação visual fosse tida em conta por estas companhias, mas nos nossos dias podemos dizer que uma boa parte delas possui já uma imagem cuidada e apelativa.

No entanto, temos visto também, recentemente, uma estagnação nesta área, havendo uma forte tendência para a redução dos estímulos ao seu estado mais puro. Tal é verificável em empresas que, numa ânsia incontrolável de simplificar a imagem, depositam a totalidade da sua identidade numa só cor. Apesar de tal estratégia se ter revelado proveitosa em alguns casos, prevê‐se que a mesma acabe por se saturar, em parte devido ao impacto negativo que o excesso de estímulos semelhantes tem nos consumidores.

identidade, s.f., do Lat. identitade, conjunto de elementos que permitem saber quem uma pessoa é;

Por aqui passa um pouco o conceito de desenho ético, que se define pela execução de projectos de design gráfico com a finalidade original em mente: traduzir, pela imagem, os ideais de uma determinada empresa ou associação. E, na maior parte dos casos, esse é um trabalho que compete ao designer: orientar o cliente no sentido de se fazer representar através de uma marca que o identifique univocamente, e não através de meras emboscadas psicológicas que, a curto prazo, conduzirão o negócio à marca, mas a longo prazo degradarão a imagem da mesma.