Há já algum tempo atrás falei aqui do fenómeno do trabalho especulativo. Na altura usei como exemplo o crowdSPRING, uma espécie de mercado de marcas, no qual se vendem logótipos anexados a nomes de empresas que não existem, mas que o comprador pode registar após a aquisição do referido logo. Não querendo insistir demasiado nisso, digamos que é um local onde designers gráficos podem libertar toda a sua criatividade e direccionarem o seu espírito inovador para a criação de logótipos para empresas fictícias para as quais inventam um qualquer nome, na esperança de que alguém veja nisso uma excelente oportunidade de começar um negócio. Esse problema, no entanto, está há muito visto e debatido – adiante…

Hoje cruzei-me, numa rotineira passagem por um desses sítios que condensam o melhor do design gráfico actual com o intuito de atrair visitantes e, por consequência, gerar algum lucro, com alguns logótipos desenhados para um site semelhante chamado BrandStack (creio que anteriormente conhecido como IncSpring) e apercebi-me da distorção extrema do conceito de design inteligente que resulta deste tipo de serviços. Alguns dos logótipos desenhados para este e outros sítios semelhantes correram a Internet, sendo indiscriminadamente chapados em blogs e design showcases como exemplos de superioridade criativa na área do desenho de identidade. Confesso que, de início, e acreditando tratarem-se de soluções para problemas reais, reconheci valor em alguns desses logos – o da Piano Forest e o da Horror Films são alguns dos que melhor me recordo.

(continua…)

Tal como prometido, cá estou eu hoje para revelar os meus favoritos da música de 2009.
Como já tinha dito no post anterior, estas escolhas são baseadas apenas em gosto pessoal, portanto é muito natural haverem discordâncias por parte de muita gente. Nomes como Animal Collective, The xx ou Harlem Shakes não constam na lista justamente porque não se encaixam no meu gosto pessoal e não os queira incluir apenas porque uma mão cheia de sites, jornais e revistas os consideram geniais. Outros casos particulares que não constam aqui são os Placebo e os Muse, por razões diferentes dos anteriores: são bandas que eu adoro mas que, nos álbuns que lançaram este ano, fizeram aquilo a que eu considero esterqueira.
Adiante, o melhor é mesmo mostrar a lista e deixar o resto para quem quiser apreciá-la.
(por não querer usar nenhum tipo de ordem ou de contagem, coloquei os nomes por ordem alfabética)

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Como certamente já toda a gente se deve ter apercebido (se não se aperceberam é porque ou não vêem televisão, não vão à internet nem lêem qualquer tipo de imprensa ou então são eremitas e vivem numa caverna), aproxima-se o fim do ano de 2009 e consequentemente o fim da década de 2000 (ou ’00, como preferirem). Com eles surgem também as mais variadas listas e tops das mais variadas coisas de modo a organizar e catalogar o que de melhor se registou na década que está a passar.

Confesso que, como sou curioso por natureza, dou sempre uma vista de olhos nestas listas e tops apesar de não concordar muito com a rotulagem e arrumação em gavetas que este tipo de exercício parece demonstrar. Passo a explicar: gosto de ver estas listas porque há sempre qualquer coisa que me passa ao lado por muito bom e falado que seja, mas por outro lado não gosto porque há sempre aquela mania de ordenar numericamente os elementos da lista, o que leva sempre a comentários (incluindo da minha parte) do género “Como é possível X estar à frente de Y quando é muito pior?!” ou “Como é possível Z estar sequer nesta lista e outros melhores não estarem?!”, e por aí adiante…

(continua…)

A pergunta é: “O que estás a pensar?”

Cada vez que abro o facebook, uma rede social onde ‘existo’, deparo-me com uma lista de eventos, convites, aplicações, notificações, etc. E cansei-me disso!

Por esta altura, faz-se o clique na primeira notificação, e, se para minha solitária felicidade me propusesse a passar duas horas só aqui, era perfeitamente plausível que conseguisse, mas sem me esticar muito (como quem diz, ‘bora despachar isto que tenho de ir ver o twitter ou assim’); Primeiro, aceitar convites de amizade, rejeitar convites de amizade, abrir o perfil da tal de Maria para tentar perceber quem é, sendo que pela lateral do nariz e meio olho direito existentes na foto de perfil, errr, não atinjo – adiante – bloquear pela enésima vez o tal de farmville – meus caros, tenho um terreno na aldeia de onde venho, que gentilmente vos cedo para sujarem as mãos (também há sacholas [desculpem o vocabulário específico]) – todas as outras do tipo café world e afins vou-me abster de comentários sendo o a afirmação de abstenção de comentários a própria excepção à abstenção! (continua…)

Normalmente, quando escrevo alguma coisa, seja aqui seja no meu diário gráfico, há sempre uma de duas motivações que me leva a isso: ou estou indignado com alguma coisa que acho meritória de ser denunciada ou estou satisfeito com um determinado facto ou acontecimento. Desta vez não sei bem. Talvez seja um misto dos dois, como também algumas vezes o é…

Enquanto punha a minha leitura em dia com o suplemento Ípsilon, do Público (o único jornal que compro todas as semanas), correspondente ao dia 20 de Novembro, deparo-me com um artigo sobre um dos mais brilhantes realizadores da história do cinema, Francis Ford Coppola, a propósito do seu mais recente filme “Tetro“.
Depois de uma carreira na qual constam “monstros” como a trilogia “The Godfather“, “Apocalypse Now” ou “Dracula“, este mais que conceituado realizador não teria certamente problema algum em conseguir que qualquer estúdio produzisse um filme seu. Ou assim pensamos nós…

(continua…)

Mais que justo, parece-me necessário promover a leitura deste artigo de Mário Moura, acerca da mistura de indignação e incredulidade que o valor cobrado por Henrique Cayatte1 ao Estado pelo design da página Web e estacionário2 das comemorações do Centenário da República tem gerado.

  1. Presidente do Centro Português de Design
  2. A bem da transparência, pela “prestação de serviços de design global do estacionário da Comissão Nacional e dos materiais de suporte à comunicação dos diferentes eixos programáticos”
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